Discurso de agradecimento ao Papa Paulo V

Beatíssimo Pai, Papa Paulo,

em nome de todo o clero, religiosos e religiosas, colaboradores em formação e todo o povo de Deus, rendemos graças a Deus pelos seus 7 meses e 03 dias a frente do timão da barca de Pedro, o mais longo pontificado da história do Habbo, atrás somente de nosso precursor, Gregório XVII, o Magno. Não apenas por isto, Santidade, seu pontificado entra para a história da Igreja no Habbo, mais por tantos atos marcantes que sua passagem significou. Finda-se um governo, mas permanece para sempre o seu legado.

Recordo-me de uma breve passagem que o senhor teve junto a mim, horas antes de ingressarmos ao Santo Conclave do dia 26 de junho de 2023, em que foi eleito ao trono petrino. O Cardeal Damasceno, sempre tão sereno e seguro de si, chegou a mim com uma postura trêmula e assustada, como se vivesse uma angústia, e me disse: "Vito, e seu eu for o escolhido?" E eu respondi: "Tu vai aceitar, ora essa". 

Um Cardeal de uma longa jornada. 5 anos com a púrpura cardinalícia. Incontáveis arcebispados em arquidioceses brasileiras, que, sem dúvidas, o credenciavam para qualquer desafio pastoral que o Espírito Santo lhe incumbisse. Ainda sim, o Cardeal Damasceno temia a possibilidade de ser Papa. Por um momento, acredito que o senhor, Santidade, sentiu o peso de carregar uma cruz nas costas. Era a Igreja e seu peso que se debruçaria sobre o senhor, caso fosse eleito. Todavia, amigos e amigas, eu testemunhei a transformação do Santo Padre após a sua eleição. Aquele Cardeal Damasceno aflito, tornou-se o Papa Paulo V que apenas sorria.

Eu fielmente acredito, Santidade, que aquele peso que o deixou aflito quando pressentia sua possível eleição, em momento algum deixou de existir. Suas aflições continuaram exatamente as mesmas. A diferença é que, quando o Espírito Santo o escolheu para ser o nosso construtor de pontes aos céus, Ele enviou junto o próprio Cristo para servir como seu Cirineu e te ajudar a suportar todo este peso. Deus tornou este jugo mais leve para ser carregado e o senhor o conduziu, magistralmente, com muita leveza e passou para nós esta tranquilidade de confiarmos em nosso pastor.

O senhor foi incansável ao longo destes meses. Por vezes, até abriu mão do descanso que lhe é digno, pelo tanto trabalho que desempenhou. Visitou todos os templos que pôde visitar. Tornou a visitar templos que já havia visitado. Esteve com o seu povo, em meio deste povo. Assim como Senhor está no meio de nós, o Papa Paulo também está. Ele não se trancafiou em seus palácios, preferiu estar com a sua gente. O Papa Paulo é gente como a gente. Jamais fez isso com o sentimento de estar cumprindo uma obrigação, mas para servir ao teu povo.

A pastoralidade não é sua única virtude. O Papa Paulo olhou às vocações, quando concluiu a reforma da apostila dos seminários. Olhou ao nosso sistema de Justiça, quando idealizou um sistema ao processo canônico. Olhou à Cúria Romana, quando ouviu suas necessidades e providenciou alterações significativas para sua organização. Olhou ao povo de Deus, quando cobras tentaram ilegitimar a nossa atividade missionária que já perduram longos 17 anos e lá estava presente o Romano Pontífice, o próprio vigário sempre vigilante e propagando a única verdade. O Santo Padre foi de todos e para todos. Serviu sem desejar nada em troca e, agora, disporá do merecido descanso. Mais uma vez, o Espírito Santo não errou em seu desígnio e nos deu um pastor que precisávamos.

Beatíssimo Pai, reiteradamente, a Igreja agradece pelos seus serviços. O senhor passa ao seu sucessor uma Igreja estável e próspera. Pelo meu gesto, sinta-se abraçado por todo o povo que te ama.