Beatíssimo Padre, Papa Bento, saúdo-o afetuosamente, com sua benção para prover a presente homilia.
Eminentíssimo Cardeal Carlo Ventresca, arcipreste desta histórica Basílica pontifícia.
Amados irmãos e amadas irmãs presentes, minha fraternal saudação.
Hoje nos reunimos para celebrarmos a festa de Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e força feminina da Igreja de Cristo, que escolheu tomar para si o próprio Senhor como seu único Esposo e único digno de sua entrega de vida por inteiro. A oração da coleta de hoje é esclarecedora ao introduzir a nossa liturgia da palavra de hoje, ao definir Santa Rosa como uma mulher que viveu inflamada de amor, deixou o mundo para viver a serviço dos phobres e a viver uma vida penitente para estar mais próxima do que viveu seu Esposo. E como Santa Rosa amou seu Esposo... A cada dia viveu seu ministério religioso para amá-Lo, buscando que um dia seu amor fosse tão grande como o Dele por ela e por cada um de nós.
Santa Rosa, assim, fez o que São Paulo nos exorta na primeira leitura de hoje: desposou-se de si mesmo e tomou a Cristo como seu Esposo. Aqui é importante mensurar o conceito que a palavra Esposo tem para Santa Rosa e para todos os que buscam tomar Cristo como único Esposo. É necessário que nós nos desposemos de nós mesmos para que apenas o Senhor seja o alvo de nossas glorificações. Feliz é aquele que abre mão enaltecer a sim próprio para exaltar o nome de Jesus, pois a este é reservado o Reino dos Céus e a glória dos altares. Neste sentido, seguindo o apelo do salmista, devemos bradar em uníssimo os louvores àquele que nos liberta de uma vida de mácula e mundanismo.
Santa Rosa viveu e sentiu pelo Senhor um amor voraz, um amor louco, um amor que a santificou. Tão louco foi este sentimento que jamais quis se separar dele e tão cedo subiu à Jerusalém celeste. Precisamos de mais loucos de amor por Jesus nos dias de hoje. O amor por Jesus existe hoje? Existe. Mas é algo tão raso, tão superficial... Muitos que dizem amá-lo não permitem que esta virtude salvífica atinja profundidades abissais. O evangelho de hoje nos estimula a aprofundarmos mais e mais este amor pelo Senhor, estreitando os nossos laços de fé e estando cada vez mais próximos das coisas de Deus, nem que para isso precisemos abrir mão de tudo.
Santa Rosa precisou abrir mão de tudo e nunca titubeou para fazê-lo.
Roguemos a Deus, por intercessão da padroeira da América Latina, que aprendamos a amor o Senhor com toda a loucura e com toda a entrega. Que jamais pensemos entre escolher algo do mundo e escolhê-Lo. Que tenhamos o dom de tudo largar para estarmos cada vez mais próximos de Deus.

