Homilia Caio - Congresso

 A parábola do banquete de casamento também inclui um convite.

A ênfase colocada neste evento real e, posteriormente, a reação do rei não aparecem em Lucas, que também se debruça sobre as desculpas expressas pelos convidados. Se compararmos os comentários hebraicos, parece haver duas parábolas distintas. Os rabinos ressaltam que ninguém foi a um banquete antes que o convite fosse feito e depois confirmado; isso contrasta com a recusa inicial dos hóspedes, mesmo que seja motivada por desculpas “legais”.

Nós, que bebemos o vinho novo do reino, temos ainda menos desculpas para recusar o convite da graça de Deus.

Como na parábola da rede lançada ao mar que apanha os peixes "bons" e "maus" (Mt 13,47), não devemos ter piedade do homem sem a veste nupcial, nem devemos ter piedade das virgens insensatas (Mt 13,47). Mt 26, 1-13).

É interessante deter-nos no termo "amigo", que Mateus põe na boca do dono da vinha (no Evangelho lido ontem) e que será depois dirigido a Judas no jardim do Getsêmani (Mt 26,50) ; esse termo gera, a cada vez, um silêncio culposo no interlocutor.