Na primeira leitura que vimos, retirada do Neemias, nos mostra as primeiras reuniões em comunidade, onde o povo todo se sentava, para juntos glorificarem a palavra do Senhor. Esta é a verdadeira tradição que a Igreja preserva e ainda preservará pelos séculos dos séculos. Assim como os pioneiros judaicos da época se reuniam para ler, trazer a mensagem e seguir a palavra de Deus, hoje a Igreja nos manda seguir os velhos costumes que Neemias nos relata. Onde, em unidade, sentamos e ouvimos a palavra de Deus pela boca de seus filhos. E vejam como na época as pessoas emocionavam-se em ouvir o que Deus tinha a dizer... Se todo este sentimento é aflorado, é o mais claro sinal de que o Espírito Santo de Deus toca em nossos corações quando voltamos nossa atenção ao que nosso Senhor quer dizer.
Na segunda leitura, temos um trecho da primeira carta do apóstolo Paulo aos Coríntios. Esta carta de Paulo é voltada à unidade. Naqueles tempos, assim como vivemos hoje, tínhamos uma sociedade muito polarizada. A necessidade escolher um lado qualquer era muito mais intensa do que a necessidade de escolher o lado de Jesus Cristo. Com esta carta, Paulo vem nos mostrar que somos peças de um quebra-cabeça que forma um Corpo ainda maior: o de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao vivermos em desunião, não prezarmos pela unidade cristã, o anúncio do Evangelho perde a sua força e a palavra de Nosso Senhor cai em desuso. Nós, enquanto sacerdotes, ordenados ou leigos, devemos ser os missionários que trabalham em conjunto para o anúncio das sagradas palavras evangélicas.
E na conclusão da liturgia de hoje, temos o evangelho de João, que nos relata a clássica passagem da Santa Ira de Nosso Senhor Jesus Cristo. Muitos ainda se perguntam se Nosso Senhor pecou ao agir como agiu na expulsão dos negociantes, que faziam da casa de Deus um comércio da fé. E a resposta é clara: NÃO! O profeta Isaías já anunciara um Messias que viria para proclamar a guerra contra o pecado, um Messias libertador de falsas crenças e que nos mostraria o caminho da verdade de Deus. Jesus age em proteção à Casa de Deus, mostrando-nos que o templo do Senhor é sagrado, e nele devemos nos reunir, não para comercializar a salvação, mas sim para bendizermos e glorificarmos a palavra de Deus.
Infelizmente, meus amados irmãos e minhas amadas irmãs, a Igreja do Habbo já sofreu na mão de pessoas que agiam como estes comerciantes do Evangelho. Faziam da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo a casa da venda de barretes, mitras, cargos. E nós, enquanto filhos de Deus na missão de levarmos a Palavra do Senhor aos confins da Terra e de protegermos seu templo, somos chamados à uma revolução, onde acabamos com esses tipos de tiranias, expulsamos os que se fazem inimigos da Igreja e, assim, possamos ter templos que de fato sejam Santos e possam acolher as ovelhas perdidas que suplicam a salvação.
Encerro, rogando a vós que resgatem o espírito da unidade cristã para a leitura da palavra e sejam os guardiões da Igreja Santa do Senhor. Que Deus conceda a graça desta sede da Ordem Terceira ser um tabernáculo digno da salvação, como a Senhora do Carmo foi do Nosso Salvador.
Encerro, rogando a vós que resgatem o espírito da unidade cristã para a leitura da palavra e sejam os guardiões da Igreja Santa do Senhor. Que Deus conceda a graça desta sede da Ordem Terceira ser um tabernáculo digno da salvação, como a Senhora do Carmo foi do Nosso Salvador.

