Discurso Dom Vito Lavezzo - Entronização Pontifícia

Beatíssimo Pai, Papa João Paulo VI, em nome do decanato do Sacro Colégio de Cardeais, dos eminentíssimos irmãos, de todo o clero e povo católico habbiano, venho a ti com estas palavras expressar a alegria que nossos corações se banham ao ver o Bom Pastor transfigurar-se no senhor nesta tarde santa. Pela sexagésima oitava vez na história do Habbo, o Espírito Santo intercedeu, iluminou os cardeais em Sistina com a sua luz esclarecedora e nos deu um novo porto seguro no trono de Pedro.

Santidade, hoje eu gostaria de recordar a memória de três santos em especial.

Primeiramente, gostaria de recordar São José, o qual celebramos hoje em memória, em seu título de operário, para juntos lembrarmos de sua proteção que recai sobre aqueles que são mais trabalhadores. José, durante toda a sua vida, especialmente depois da missão que recebeu do Pai, de ser o encarregado a criar o menino Deus junto à Maria, nunca abandonou a oração e nem deixou de ser forte.

Em segundo lugar, faço menção a São João, apóstolo e evangelista. Nas sagradas escrituras, inclusive nas que ele mesmo narrou, a ele é atribuído o título de "discípulo amado". João era sim o discípulo amado. Mas era o amado porque nunca deixou de doar-se por completo, tudo por AMOR a Jesus Cristo. Na paixão de Jesus, foi aquele que esteve aos pés da cruz, derramando lágrimas. E também por João, é que recebemos a sempre Virghem Maria como nossa Mãe. João era isso: o apóstolo do extremo amor.

E o terceiro santo que gostaria de mencionar é São Paulo. De uma vida perdida, considerada sem salvação, foi salvo e dedicou o resto de seus anos terrenos para salvar aqueles que eram como ele, antes da conversão. Paulo caminhou entre gentios, agiu pela purificação dos ímpios. Pela sua história e entrega, o sentimento que Paulo nos cultiva é o da esperança de vermos dias melhores. É o apóstolo do testemunho.

Dito isso, Santo Padre, ao longo da Sé Vacante, rezamos para que o Espírito Santo de Deus nos desse um Papa que se revestisse destas virtudes que nos tornam santos. Por isso, Beatíssimo Pai, João Paulo, tu és o Pedro destinado a ser forte e orante como José. Sei que o caminho é difícil, há muitos óbices que as vezes nos tiram a esperança. O senhor mais do que ninguém sabe disso, pois enquanto Cardeal Stramantino, foi o ungido pelo Espírito a guiar esta barca por cinco vezes, e agora novamente é ungido pela sexta vez. Porém, juntos pensemos: se os caminhos não fossem tortuosos, para que um pastor? Para que uma Igreja? Sua presença e exercício do ministério petrino é oportuno justamente para isso: com a força orante e trabalho, mostre-nos a luz que muitas vezes não conseguimos ver, confirmando-nos na fé. Mas se por um momento te passar pela cabeça o sentimento do desânimo, da fraqueza, não se esqueça do apóstolo Paulo, que com seu testemunho nos dá a esperança de que caminhos melhores virão, e nestes caminhos Cristo continuará nos iluminando e triunfando pelo seu povo. E, pela virtude de João, permita-nos te amar, assim como deixaremos que tu nos ame.

Esta é a Igreja de Cristo, a Igreja de Pedro e agora é a Igreja de João Paulo. Todos aqui presentes, e também aqueles que não puderam se fazer presentes mas seguem em oração por ti, hoje se fazem seus FILHOS. Seja como um Pai para nós, pois agora tu és nosso Mestre, o Vigário que transfigura o Cristo Bom Pastor, que iluminado por Deus Pai, tem o poder e o amor para nos guiar, estabelecer pontes que nos levam ao encontro do reino celeste.

Somos um só povo, uma só Igreja peregrina e que está disposta a estar do seu lado para todos os momentos de aflição e glória, pois agora tu és nosso pai e pastor, a ti toda a obediência e oração. SEDE NOSSO PAI, JOÃO PAULO!