Amados irmãos e amadas irmãs, minhas singelas saudações a todos vós. (SAUDAÇÃO ESPONTÂNEA AO PÁROCO).
O Evangelho de hoje, narrado por São Lucas, narra a continuidade do evangelho que vimos ontem. Os dois discípulos ainda se encontravam perturbados com o que haviam presenciado no dia anterior pelo repartição da eucaristia feita pelo próprio Cristo ressuscitado. No decorrer deste evangelho, vemos novamente Jesus ressurgir a estes dois discípulos. Desta vez, eles já não estavam mais vendados como ontem. Agora eles viam nitidamente a Jesus, viam as chagas nas mãos e nos pés de Jesus, pois ele mesmo os mostrava. Todavia, ainda sim os dois discípulos não acreditavam. E Jesus os questionava sobre o porquê não acreditavam, se viam com seus próprios olhos o Senhor caminhar e os explicar o cumprimento da promessa de Deus feita a Abraão, a construção da eterna aliança com os descendentes de Abraão. O povo eleito de Israel que Deus escolheu para libertar. E mesmo vendo esta promessa sendo cumprida, o Cristo ali, diante deles em carne e osso, ainda não acreditavam. Por que isso? Por que essa dúvida agonizante? O próprio evangelho nos traz a resposta para tal. Os discípulos transbordavam alegria. Era uma alegria tão incontrolável, que os impedia de crer naquilo que viam, achavam estar delirando... quem nunca disse ou ouviu aquela frase: "ISSO É BOM DEMAIS PRA SER VERDADE!" Naquele momento, Jesus levava-os ao ápice da felicidade, pois diante deles estava o Bom Pastor que ressuscitou. São Paulo Apóstolo tem uma linda passagem, onde ele diz aos gálatas que a alegria é dom do Espírito Santo. Este é um momento do ano para nos alegrarmos ao ápice, pois a alegria nos conforta, nos faz enxergar apenas o brilho do círio, que nos resplandece a luz de Cristo. Na primeira leitura, dos atos dos apóstolos, vemos uma multidão eufórica que não compreendia a cura do paralítico. Era a admiração excessiva, que os alegrava ao ápice, a ponto de não crerem naquilo o que viam. O Deus de bondade que nos ilumina, também é o Deus do impossível. Suas obras, o cumprimento de suas profecias, não beiram a lógica humana, passam longe de nossa compreensão. Mas um fato podemos afirmar: tudo isso é para que sejamos alegres ao ápice, pois a alegria pascal é dom do Espírito Santo que devemos nos alimentar diariamente. Mesmo em tempos tão difíceis, onde a pandemia do coronavírus nos leva a extrema tristeza, não nos deixemos esquecer que Cristo vive e sua luz destruirá a todas as pragas. Por isso, meus irmãos e minhas irmãs: alegrai-vos! Pois a paz está convosco!
Uno mãos* (MISSA PROSSEGUE)

