Amados irmãos e amadas irmãs, neste último discurso oficial que faço como Papa da Santa Igreja Católica, gostaria de dirigir uma palavra amiga a cada divisão eclesial que temos na estrutura hierárquica da Igreja, e também a todo o povo de Deus que colabora para a manutenção de nosso apostolado.
Diletíssimos leigos e religiosos, diletíssimas leigas e religiosas, com a forma singela, proativa, sem obrigações definidas e zelando pelo modo de vida cristão, vocês asseguram a realidade deste apostolado. Como eu disse, sem leigos, sem religiosos, não temos como manter a Igreja. O que faríamos? Manteríamos um clero onde os sacerdotes celebram para os próprios sacerdotes? Em leitura recente do livro dos atos dos apóstolos, durante o período que Pedro esteve preso, A IGREJA rezou por ele, e ele foi libertado pelo Senhor. Vós sois a Igreja de hoje, leigos e leigas. Rezem pelo próximo que há de suceder a Pedro, para que ele também seja liberto das tentações e possa seguir adiante com a missão que nós, sacerdotes, desempenhamos.
Reverendíssimos diáconos e presbíteros, os senhores formam o colégio pilar da Santa Igreja. Sem a colaboração dos senhores em suas paróquias, celebrando, festejando, adorando ao Senhor com o povo de suas comunidades, sem a colaboração dos senhores nos seminários, onde formamos o futuro de nosso apostolado, sem a colaboração dos senhores no cumprimento de suas promessas de ordenação, sempre em comunhão, fidelidade e obediência ao seus bispos, não seria possível.
Excelentíssimos bispos e arcebispos, vós sois os grandes pastores que apascentam as ovelhas do Senhor. Em suas arquidioceses, regiões episcopais, foranias e outros núcleos de administração que coordenam, para onde as ovelhas iriam? Corajosos são aqueles que aceitam a missão apostólica de serem os que, com seu cajado, guiam as ovelhas ao redil santo do Senhor.
Eminentíssimos cardeais, os príncipes da Igreja de Cristo... Os senhores vivem esta realeza como Jesus viveu a realeza dele: em meio ao povo, dando os maiores exemplo de como se viver o exercício do ministério apostólico. Sendo os meus principais conselheiros e residentes da mesma terra, ajudaram-me a governar a Igreja e manter a ordem pela maior honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cada um, amados irmãos e amadas irmãs, com suas características pessoais, mas principalmente com o amor à nossa fé e dedicação no serviço, garantiram que este pontificado pudesse acontecer. Eu não tenho que ser agradecido, mas tenho que agradecer a todos aqui, por todo o trabalho, carinho, apoio e homenagens. E por fim, meus amigos e minhas amigas, peço-vos que mantenham a fidelidade à Igreja e ao meu sucessor e a todos os outros papas que se assentarem no trono de Pedro. Amar a Igreja é amar a Cristo. Amem primeiramente ao Senhor nosso Deus, depois aos filhos Dele. Assim como o Mestre do evangelho de hoje, escolham viver sempre pelo serviço e menos para o enriquecimento do bolso, e sim para o enriquecimento da fé.
MUITO OBRIGADO!

