Homilia Papa Paulo IV - Missa em Santa Dulce

Amados irmãos e amadas irmãs, minhas saudações a todos vós. De modo especial, saúdo o pároco desta Igreja, o Monsenhor Newton Ribeiro, que nos acolhe para esta celebração eucarística.

Hoje o salmista nos anunciou, irmãos: O SENHOR É INDULGENTE E FAVORÁVEL! Este salmo, especificamente este pequeno título, já nos mostra o ato ordinário de Deus: a misericórdia é seu ato comum, enquanto o nosso ato comum é o pecado. Deus e seus filhos se completam, pois existimos para o erro e Deus existe para os que se arrependem de seus erros, figurando-se assim o amor paterno do Senhor que se manifesta em indulgências é favorecimentos para nós. E neste contexto, a liturgia deste sábado desenha-se como o clamor pela misericórdia do Pai, o cumprimento de sua promessa de nos dar a vida eterna em seu reino, que o que nos mostra a primeira leitura, da profecia de Miquéias. É preciso que nos prostremos e clamemos esta piedade que emana do amor de Deus por nós, fazendo com que nossos pecados sejam atirados ao mar e nossas almas purificadas.

E conclusão da liturgia da palavra, temos o Evangelho lucano de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde nos é contada a famosa parábola do filho pródigo. Este filho, o mais novo, cresceu em boa família, dormiu em bons estofados por toda a sua vida, teve tudo do bom e do melhor, sem que ao menos fizesse um esforço. Como resultado, tornou-se um filho mimado, materialista e com interesse nos bens que pertenciam ao seu Pai. Corrompeu sua alma, suicidou-se no espírito por prazeres mundanos. Mas, como diz o famoso ditado popular, só notamos a falta do que era bom quando perdemos tudo. Este filho arrependeu-se de coração e muito o seu Pai se alegrou, a ponto de fazer festejos e acolher seu filho de volta. Queridos irmãos e queridas irmãs, adequemos esta realidade evangélica à nossa realidade atual... Todos aqui somos chamados a sermos como este filho pródigos. Sempre há tempo de repensarmos os nossos atos, suprirmos as nossas faltas e nos formar homens e mulheres mais dignos das bençãos de Deus, clamando: "Pai, pequei contra o céu e contra ti!" E Ele, assim como o pai que acolhe seu filho de alma renascida, nos acalentará em seu seio de amor e misericórdia por nós. Nesta parábola, ainda, vemos a postura do irmão mais velho, que sempre foi obediente ao pai e não recebeu o mesmo tratamento que o filho pródigo recebeu. Como já nos disse o Evangelho de Mateus, o Senhor faz nascer o Sol sobre os bons e os maus e sempre há tempo para um recomeço. A justiça do Pai se faz pelo modo que vivemos, não pelo modo que vivíamos.

Portanto, queridos irmãos e queridas irmãs, exorto a todos a importância do recomeço, do repensar e da redenção, pois sempre há tempo de nos convertermos em filhos de Deus e proclamadores de sua palavra.

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!