Catequese com o Papa Paulo IV - 29/02/2020

Amados irmãos e amadas irmãs, minhas singelas saudações a todos vós. Nos reunimos aqui para a nossa segunda audiência pública e catequese sabatina, onde unidos tiramos uma parte de nosso tempo para meditarmos a palavra evangélica que o Senhor tem a nos trazer no dia de hoje e também rezamos os nossos três ave Marias, como forma de agradecermos o SIM que Maria deu ao Pai para conceber o seu Filho Unigênito e também para pedir a sua santíssima intercessão em nossos anseios diários.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo de hoje, narrado por São Lucas, nos traz a passagem de quando chama o cobrador Levi para seguí-lo, e prontamente este o faz. Mesmo este não sendo o foco do Evangelho de hoje, irmãos, vemos a ação imediata de Levi, a sua entrega, sem questionamentos, à ordem do Senhor. Por quantas vezes vemos na palavra Jesus nos chamar para viver esta vida mais solícita aos seus mandamentos? Mas, por pura conveniência e entrega ao mundanismo, preferimos não ver esse chamado ou simplesmente decidimos procrastinar o atendimento dele. Contudo, no decorrer o Evangelho, Levi leva Jesus e seus discípulos para um banquete, onde se senta com os demais cobradores e os fariseus. E lá, como de costume, os fariseus começam com suas indagações descabidas sobre a vivência do Mestre e de seus discípulos. E numa dessas, pergunta a razão de Jesus se unir aos humilhados, aos rejeitados e aos pecadores? E prontamente, Jesus os responde: ''Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão." Vejam, irmãos e irmãs, com que sutileza e mansidão Jesus conduz esta situação. Os fariseus tinham o costume de abominar às pessoas errôneas. Não queriam saber do resgate, das missões, apenas se retiam à reclusão. Diziam-se agentes de Deus, mas não viviam da sua palavra. Jesus mostra a estes sua missão não é uma passagem onde ele busca os que já estão salvos, mas que também quer tornar dignos de salvação aqueles que se encontram perdidos. Este é o ponto chave da palavra. A conversão é um grande desafio que nós, enquanto missionários, devemos plantar naqueles que não aderem à verdadeira fé. É por isso, para atingirmos neste objetivo, devemos ser como Jesus, não com os fariseus. Esta reclusão judaica, que não evangeliza, obviamente não converterá. Todavia, aquele que compartilha do carisma de Nosso Senhor, de sua mansidão, de sua oratória e caridade, consegue realizar com êxito o fim missionário e converter os que necessitam deste remédio que se chama Jesus.

Portanto, queridos irmãos e queridas irmãs, exorto a vós a importância de regarmos nosso carisma missionário com humildade, caridade e espírito fraterno, para que sejamos lampiões portadores do fogo do Espírito Santo e tornemos este fogo visível aqueles que esperam por nós para conhecer a grandeza de Nosso Senhor Jesus Cristo.