eminentíssimos irmãos cardeais,
minhas saudações a todos aqui presentes. Venho em representação do Decanato deste Sacro Colégio, atualmente representado por Dom Raul Cardeal Gabriel, apresentar o relatório do processo penal impetrado contra os senhores cardeais Caio Medeiros Steiner e Tomás von Klapperschlange e Araújo. Ambos já se encontram em posição de réus do processo, por suprema vontade do Romano Pontífice, o Papa João Paulo, responsável pela abertura desta querela.
Trata-se de queixa-crime contra os referidos irmãos cardeais por extrema falta de colegialidade perpetrada no extinto grupo geral do clero, "Santa Igreja - Habbo", com data registrada no dia 05 de setembro de 2020, em que, por meio de palavras ditas e escritas, sob testemunho de grande parte do clero, devido à condição do ocorrido ter sido em grupo público, ambos os cardeais deferiram um contra o outro palavras de baixo calão, com cunho calunioso, difamatório e injurioso. Pela parte do cardeal Tomás Araújo foram notadas expressões do tipo "raça de víboras", "sepulcros caiados", referindo-se a um grupo indeterminado de pessoas que presenciavam o chulo colóquio. Quanto às ofensas dirigidas ao cardeal Caio Medeiros, foram observadas colocações como "Caio é um ser absolutamente desprezível", "Caio que é vhadhyo" tá mais que na hora de cair", dentre outras que causaram escândalo. Pela parte do cardeal Caio Medeiros, por diversas vezes o referido menciona a Família Araújo, organização da qual o réu Tomás compõe, como "Cisma Araújo", sugerindo que todos os membros que a compõe fazem parte de uma organização separatista inclusa à Igreja. Dirigiu-se a Dom Tomás com o seguinte discurso: "Amigo e você que metade do Scc tem ódio, eu quero que você enfie a sua opinião pelo mesmo lugar que saiu. Nunca fez nada pela igreja além de decretos, nunca trabalhou com baixo clero, nunca faz nada além de escrever", "Não estou nem aí para o que você fala. Pode latir, pois você é uma chadhela". Não somente as ofensas proferidas reciprocamente entre os réus, mas durante o decorrer das discussões foram pontuadas por parte de ambos termos esdrúxulos como "pvtharia", "mherdha", "phorrha", além de outras informalidades que devem ser vetadas do hábito comportamental de um purpurado da Santa Igreja Romana.
Tais afirmações supradescritas, além de outras não registradas neste relatório, causaram desordem no grupo geral do clero e reduziram o Sacro Colégio Cardinalício a uma imagem incompatível com a honra da púrpura que carregamos.
É o relatório.

