Homilia Papa Paulo IV - II Domingo da Quaresma

Amados irmãos e amadas irmãs, minhas singelas saudações a todos vós presentes, concelebrantes e povo de Deus. Hoje celebramos o II Domingo da Quaresma, onde a cada dia passado, buscamos um coração mais purificado e límpido para nós, a fim de que enxerguemos com clareza a majestade do Deus que vence a morte e ressuscita.

O evangelho de hoje nos convida exatamente para isso: a contemplação do Senhor que se manifesta resplandecente diante de nós. A transfiguração de Jesus, um dos grandes milagres de nosso Senhor, é para nós uma prévia do que seria a Páscoa. Após sua ressurreição, é assim que o Senhor aparecia ao povo: resplandecente, majestoso e glorioso. É por isso que, ao se mostrar a apenas um grupinho seleto de apóstolos, Jesus exige que estes mantenham segredo do ocorrido naquele dia. Pois assim que a promessa da ressureição fosse cumprida, a transfiguração ocorreria novamente, mas pela vindo do Cristo ressuscitado.

Um detalhe de importância ao qual devemos nos perguntar é o porquê da escolha destes três apóstolos em específico para subir ao monte da transfiguração. Pedro, Tiago e João representam três vertentes distintas da fé cristã, aos quais devemos nos contentar para seguir o modelo. Pedro é um exemplo de fé. Embora mais "durão" que os outros apóstolos, sempre foi uma voz de força e fidelidade com o Mestre Jesus. Tiago é o apóstolo do primeiro testemunho, é aquele que é convocado para viver o primeiro martírio entre os outros apóstolos. E João, o mais amado, foi aquele que se doou com amor e singeleza à missão do Messias. Estes três nos mostram três virtudes que devemos aderir para esta quaresma, para que nos aproximemos à dignidade de presenciamos o Cristo ressuscitado: devemos ser pessoas de fé forte, como Pedro. Devemos ser pessoas que não tem medo de testemunharmos o martírio, como Tiago. E devemos ser amorosos e singelos, como João.

Não desatentos ao que nos dizem as Leituras, vemos no trecho do livro de Gênesis, na primeira leitura, o Senhor escolhendo o seu povo, aquele povo escolhido que construiria o reino terreno de Deus, para recebê-lo como homem vivo. Deus novamente escolhe aos seus servos que devem viver em saída, em constante missão. Estes servos somos nós, os filhos da Igreja. A missão agora não é mais construir um reino, pois este já se faz de pé, mas o que temos que construir é um povo mais santo, mais aderente às Leis de Deus, para que se tornem mais dignos a receberem mais uma das promessas do Pai. E isto nos é mostrado na segunda leitura, com a carta de Paulo a Timóteo, onde somos chamamos a sofrermos pelo Evangelho. Deus nos salvou e nos chama para isso, uma vivência de sofrimento pela verdade da fé. Para que façamos isto, precisamos nos preparar nesta quaresma. Uma vida em fraternidade e praticando a caridade material e espiritual, pois sendo assim Jesus venceu a morte e nos deu a vida eterna.

Portanto, queridos irmãos e queridas irmãs, exorto a todos a importância de buscarmos a dignidade no amor, no testemunho e na fé, para que sejamos dignos de contemplar o Senhor transfigurado, enquanto trabalhamos por uma Igreja em saída e que sofre nas batalhas pelo anúncio da boa nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Finalizando, faço menção ao dia de hoje, o dia Internacional das mulheres. Estas filhas guerreiras, emponderadas e que trabalham pela Igreja merecem congratulações e muita valorização de nós, ministros ordenados escolhidos para o serviço sacerdotal.

Que a Santíssima e sempre Virghem Maria, a bendita dentre todas as mulheres, possa estar intercendo por todos os pilares femininos da Santa Igreja, a fim de que possamos continuar com o propósito da evangelização.

ASSIM SEJA! Amém.