Catequese com o Papa Paulo - Maria, vida livre do pecado original até a assunção

Amados irmãos e amadas irmãs, após este momento de oração mariana, onde buscamos nossa constante união com a Mãe de Deus, nada melhor do que reunidos aqui, neste palco, usemos de nosso tempo para falar sobre ela mesmo, a mãe que o Senhor escolheu para ser advogada de todos nós.

O tema central de hoje que trouxe para nós, até mesmo aproveitando a ocasião de estarmos na casa da Mãe Aparecida, é de recordarmos, resumidamente, o que foi a trajetória de Maria, enquanto serva de Deus na Terra, e a contribuição dela para que nos inspirados para promovermos a nova evangelização.

Maria, natural de Nazaré, sempre apresentou-se a nós como uma mulher pobre financeiramente, mas que se fez rica em seu amor por Deus e obediente aos pedidos que Ele a fez. Desde de o surgimento dos profetas, Isaías já anunciava que Deus nasceria como um Homem, ou seja, seria um Homem filho de Mulher, e Mulher sempre Virghem. Maria, ao dar a luz ao seu Filho, concebido pelo poder do Espírito Santo, nunca perdeu a sua condição de Mulher Virghem. E é por isso que a clamamos, como a SEMPRE VIRGHEM MARIA.

O Evangelho de Cristo nos faz compreender o porquê Maria guardou-se para gerar o Filho de Deus. Maria é a reconstrução de Eva. Porém, Maria é uma Eva reformulada. Uma Eva que é prevenida do pecado original. E o que é este pecado original? É aquele que vem antes mesmo da criação. É aquele que se manifesta pela desobediência do ser humano ao que Deus impõe como mandamento a ser seguido.

Durante toda a sua vida, até nos em que se encontrava mais frágil, como quando era gestante ou quando viu seu Filho ser crucificado pela decisão de falsos sacerdotes, Maria jamais renunciou à sua condição de serva. Sempre prostrada aos ordenamentos de Deus, de caráter humilde e simples, Maria não só serviu a Deus, mas também serviu ao povo de Deus. O que, de modo ou outro, é a mesma coisa sendo feita. Tomo posse neste momento das palavras do Servo de Deus, Dom Helder Câmara, que disse que diz que amar a Deus é o mandamento mais importante, mas que ele há uma equivalência: amar ao próximo. Isto foi exatamente o que Maria fez. Ela amou a todos e acolheu a todos, sem ver a quem.

Já encaminhando ao final, pelas palavras evangélicas, refletimos a chegada de um anjo do Senhor a Maria. É ele: São Gabriel. E a Maria, inteiramente submisso, disse: AVE, Maria! E Maria ficou intrigada com aquilo. Imagine, para uma pobre mulher, o que era ter a honraria de ser chamada por um anjo com este título: "AVE". Para os que não sabemos o significado, naqueles tempos em que o Império Romano governava, Ave era um título usado para anunciar ao Imperador Cesar. "AVE, César". E naquele momento, ainda assustada, Maria entregou-se à mercê da vontade de Deus. Deixou que Ele fizesse nela a tua palavra. E por anos, Maria viveu como a bendita entre as mulheres, a escolhida de Deus, e, ao fim de sua vida, pelo poder do Espírito Santo, ela assuntou. Tornou-se santíssima e nossa Mãe pelo poder de Deus, pelo dom do Espírito Santo de DEUS!

Encerro esta palavrinha, irmãos e irmãs,