Amados irmãos e irmãs, saúdo a cada um com imensa alegria na abertura de nosso Tríduo de Santo André. Em especial, saúdo o pároco desta Igreja, Dom João Maria Kekeison, que também é nosso chanceler, e hoje nos recebe em suas dependências para retumbarmos a memória deste Santo feroz.
E, iniciando esta palavra, por que chamo Santo André de feroz? Porque Santo André viveu sua vida radicalmente pelo Evangelho de Cristo e fez de seu apostolado algo grandioso.
Neste Evangelho que pudemos ouvir agora, temos Jesus já no fim de sua caminhada à Jerusalém, onde Ele reúne-se com seus apóstolos para descrever o que seria de suas vidas dali para frente. Uma vida de fé feroz, de cruz pesada!
Mas, mesmo anunciando aos seus apóstolos a cruz que teria que carregar, Jesus os conforta com suas palavras de acalento, ao dizer que daria a cada um deles as palavras certas para os questionamentos. Quando Jesus diz isso, Ele nos simboliza e decreta que sua vivência vai além de sua carne e de seus ossos, mas que Ele também habita em nosso interior, se nós comungarmos de sua Santa Fé.
E foi exatamente isto que Santo André fez. Ele comungou da Fé que Cristo instituiu e viveu segundo seus preceitos. Por onde andou, levou o evangelho consigo e aos pagãos converteu. E por isso, foi martirizado. Um martírio que phor nós não deve ser lamentado, e sim comemorado, porque o apóstolo André morreu FELIZ, morreu SORRINDO, porque ele sabia a glória da Cruz, ele sabia o que viria depois daquele martírio.
"É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação". Disse o Senhor Jesus.
Encerro esta pregação pedindo aos senhores que se entreguem nesta vivência. Vivam como André. Tenham como sua riqueza a memória de Jesus, e não suas riquezas. E que vivendo nessa constância, sejam dignos da vida eterna.

