Reverendíssimos irmãos sacerdotes que se fazem presentes aqui,
e amado povo de Deus que separou um tempo de seu dia para contemplar o que o Senhor tem a vos dizer,
sejam bem-vindos!

Hoje celebramos São Judas Tadeu, e seu conselheiro de missão evangelizadora, São Simão. Dois dos doze escolhidos por Jesus entre Seus discípulos, para embarcarem na missão do apostolado.

Mas, o que é ser um Apóstolo? Há uma diferença entre os Apóstolos e os oitros Discípulos, citados no Evangelho lucano que ouvimos hoje?

A liturgia de hoje nos ajuda a entender o que significa ser um Apóstolo, um discípulo.

Na primeira leitura de hoje, vemos as palavras de devoção de São Paulo Apóstolo, ao indicar aos Efésios que aqueles que ouvem da palavra de Deus, já não são habitantes comuns mundanos, e sim responsáveis pela formação do Corpo de Cristo mundano. E para a manutenção deste corpo, deste edifício, como nos diz Paulo, é necessária uma vida de Fé. Uma vida de oração e uma vida de ação. Uma vida em que recebemos a evangelização, e posteriormente passamos esta palavra aos outros, evangelizamos e nos santificamos.

No evangelho de Lucas, vemos que depois de muita conversa com o Pai, Jesus decide por escolher doze de seus discipulos, e os nomeia apóstolos. Dentre eles, temos São Judas Tadeu e São Simão. Esta decisão exigiu de Jesus muito discernimento, pois, os escolhidos, seriam os responsáveis por serem os alicerces da memória de Cristo pela eternidade. E aí está a grande diferença entre um Apóstolo e um Discípulo. O apóstolo, por excelência, é um evangelizador que doa toda a sua vida pela evangelização, pela conversão dos povos, pela cura dos enfermos de alma.

São Judas nos foi exatamente isso. Um homem que percorreu a Ásia, a África, a Europa, sempre em seu trabalho incessante de divulgação da palavra. Neste caminho, operou milagres e converteu pessoas graças ao seu amor por Cristo que transbordam pelos seus olhos e pelas suas ações. Até que na Pérsia, converteu a tantos junto de Simão, que incomodou os poderosos. E foram estes poderosos que o martirizaram com extrema crueldade e a sangue frio, com uso de pedras, lanças, machados... Mas, até em seu martírio, Judas jamais temeu. Em nenhum momento abaixou sua cabeça. E rezou, até o momento que seu coração bateu pela última vez. Este amor, esta entrega, foi impactante aos que assistiram seu martírio. E muitos converteram-se por isso, pela extrema fé de Judas Tadeu.

Se quisermos ser Santos Apóstolos, é nesta vivência que devemos nos espelhar!

Mantenha-mos a memória de São Judas Tadeu sempre acesa. Ele que é muito esquecido por ser confundido com o traidor Judas Iscariotes, mas que se faz nosso Santo intercessor nas causas que achamos serem perdidas, impossíveis...

“Invocai com grande confiança o meu apóstolo Judas Tadeu. Prometo socorrer a todos que por seu intermédio a mim recorrerem”. - Disse Jesus a Santa Brígida.

E para encerrar esta palavra, meus irmãos e minhas irmãs, recorremos a oração que o próprio Judas nos deixou como herança em sua epístola do Novo Testamento.

“Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora e para todo o sempre. Amém”.