Homilia Dom Vito Alberti Lavezzo - Abertura da festa do Divino

Amados irmãos e amadas irmãs presentes, minhas singelas saudações a todos vós. De modo especial, saúdo nosso arcebispo e pastor, Dom Raul Alberti Cardeal Damasceno, que nos acolhe para abrirmos a festa do Divino Espírito Santo, ao qual celebramos seu dia no próximo domingo de pentecostes. Momento este em que devemos estar unidos em oração, uma verdadeira, sincera fraternidade cristã deve imperar neste momento, onde todos celebramos o Espírito Santo de Deus que desce para habitar em seus filhos.

E tão bem nos fala sobre esta unidade o Evangelho de hoje, narrado por São João. Neste evangelho, Jesus roga ao Pai que mantenha a todos os seus apóstolos em unidade, para que, pela unidade dos apóstolos, todo o povo de Deus também possa viver unido, pois aqueles apóstolos seriam os responsáveis pelo anúncio do evangelho do Senhor e edificação de sua Igreja que se faz militante e em busca dos filhos que se perdem desta unidade. Ao longo deste ano litúrgico, já celebramos o amor do Pai, que por extremo zelo pelos seus filhos, escolhe se fazer homem para salvá-los das mazelas que podem a desvirtuar a nós, que somos o povo eleito exposto ao mundanismo. Celebramos também a vitória do Filho, que pelo cumprimento das sagradas escrituras, foi crucificado, morto e sepultado, mas venceu a morte. E agora, nos aproximamos da festa do Divino Espírito Santo, que desce sobre seus filhos. E posteriormente a isso, também celebraremos a perfeita unidade destas três pessoas divinas, que é a festa da Santíssima Trindade. Da mesma forma que a Santíssima Trindade se separou, tendo cada um dos integrantes um papel diferente a ser realizado antes da reunificação, somos chamados a ter esse mesmo olhar crítico ao que vivemos atualmente. Pessoas que se dizem fiéis a uma única fé, mas que ainda sim conseguem ser tão desunidas. Como isso pode se fazer possível? Observando nosso atual quadro de análise, o que vemos é que não é bem a mesma fé que estamos todos seguindo, mas sim que alguns abrem mão dessa fé por um instante, para a promoção da guerra, dos interesses individuais, da ganância, da omissão... Entre outros fatores que nos afasta de uma convivência em unidade.

Queridos irmãos e queridas irmãs, pela liturgia da palavra de hoje somos chamados a nos unificarmos da maneira que nos é possível fazer isso, assim como a Santíssima Trindade se unifica com a ascensão de Jesus. Ouvindo o salmista de hoje, esta unidade deve ser viabilizada por uma busca em comum que todos nós devemos ter: a de ter o Senhor como o nosso refúgio. Quando pensamos em unidade com o interesse no que é do mundo, buscando coisas que se reclusam apenas ao mundo, na verdade nos tornamos desunidos. Tomemos como nosso interesse a unidade em Cristo, na sua única e Santa Igreja, para que um só seja o testemunho em favor do Senhor Jesus, como Paulo assim o fez na primeira leitura, dando o testemunho da vida eterna, por sua unidade com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que Deus nos conceda a graça de permanecermos unidos, fraternos, pelo amor e testemunho do libertador Jesus.