Amados irmãos e amadas irmãs, minhas singelas saudações a todos vós que estão presentes nesta reunião em comunidade, para juntos celebrarmos o sacrifício do Senhor com a ordenação sacerdotal de mais dois sacerdotes para a Santa Igreja. Este é um momento de muita alegria, pois quando a Igreja ganha um novo padre, é sinal de que mais cantos do mundo poderão receber as palavras de um sacerdote, aqueles que interagem diretamente com o povo pela conversão das almas.
A liturgia de hoje vem nos falar sobre a missão que devemos executar ao longo de nossa vida terrena, como sacerdotes, seja no ministério ordenado ou no ministério laical, e servos do Senhor.
A primeira leitura de hoje é um testemunho que o profeta Isaías tem a fazer para nós. Suas palavras nos relatam o chamado do Senhor para a vivência desta missão de anunciar o Reino de Deus pelos cantos da Terra. Esta brasa quente que o serafim leva a Isaías, é a presença do Espírito Santo, que vem para nos tocar, nos acordar para que enxerguemos a vida que, de fato, devemos viver, que é uma vida de total entrega aos preceitos do Senhor. Quando deixamos que esta brasa do Espírito Santo acenda sua luz sobre nós, abandonamos toda a perdição, citada no início da leitura e nos tornamos solícitos para que o Senhor viva dentro de nós.
Na segunda leitura, na carta de São Paulo a Timóteo, este é convidado por aquele a uma vida de santidade. E o que é viver para conquistar esta santificação? É viver, sabendo que sofrerá por anunciar o Evangelho de Jesus. Naqueles tempos, o que vivíamos era uma comunidade cristã martirizada por se recusar a negar a Jesus, rejeitar deuses e culturas pagãs, e ter a convicção de que o Senhor nos ama e nos salvou ao prometer a morada eterna em seu Reino aqueles que tomam o Senhor como o testemunho de amor de Deus para os seus filhos.
E na conclusão da liturgia da Palavra, o Evangelho de São Marcos nos mostra a entrega desta missão apostólica das mãos de Jesus para as mãos daqueles que irão o suceder após a sua ascensão, os apóstolos. Jesus mostra aos apóstolos que a única de atingirmos a completude de nossa vida, é tomando o Senhor como o seu Pastor e testemunha da verdade de Deus Pai. Ao fazermos isso, somos capazes de amar aqueles que chamamos de irmãos e irmãs. Isto porque o amor emana de Deus. Não podemos amar ninguém se não amarmos a Deus antes de todas as coisas. Por isso, o Senhor nos deixa um novo mandamento: devemos amar uns aos outros, assim como o Senhor nos ama. Este amor emanado de Nosso Senhor que floresce em nós, quando tomamos Ele como o nosso Deus, nos permite desenvolver a fé, a caridade, a esperança, a humildade, a obediência, entre outras virtudes cristãs, que nos permitem sermos filhos aptos ao estabelecimento da morada no Reino de nosso Pai Celeste.
Hoje vós, amados filhos Pedro Augusto e Ettore Barone, são os escolhidos, por ação do Espírito Santo, para portar o seu múnus sacerdotal. Durante o exercício de vosso ministério, tenham em mente as virtudes cristãs que devem exercer, além de levá-las também aos que estão perdidos, sem sentir o calor da brasa do Espírito Santo de Deus. Nunca devem esquecer do mandamento de amar aos teus irmãos e às tuas irmãs em Cristo, pois todos nós somos aqueles que buscamos entrar no Reino de Deus e, somente amando, terão a certeza de que o Senhor habita em vós e escolheu a vocês como seus amigos. Jamais tomem para si o pensamento do carreirismo, pois este é baseado unicamente em méritos. Na Igreja, os escolhidos são os que se preparam para o pastoreio do Senhor, buscando a sua semelhança, além de serem aqueles que devem exibir exemplo de boa conduta, na intenção de difundir a boa fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.
A vós, amados irmãos Pedro Augusto e Ettore Barone, os meus votos de bom exercício do ministério sacerdotal, na entrega à vivência deste ministério, visto sua extrema importância, jamais deixando de olhar pelos mais pobres e necessitados, e trabalhando sempre pelas vocações sacerdotais.
Que Deus continue a vos abençoar, mantendo sempre acesa a chama do dom do Espírito Santo.
ASSIM SEJA! Amém.

