Amados irmãos e amadas irmãs, minhas saudações singelas a todos vós. De modo especial, saúdo o Cardeal Decano, Dom Pablo Maxi, em nome de todo o clero e povo de Deus presente, a quem também felicito, com muita estima, pelo sexto aniversário de sua sagração episcopal.
Na primeira leitura, extraída do Livro dos Reis, vemos a passagem em que o Rei Salomão, sucessor e filho de Davi, no Trono de Israel, desvencilha-se de sua comunhão com as leis do Senhor. Salomão comete o terrível erro de "mundanizar" a sua alma. Mesmo depois de uma advertência de Deus, Salomão a ignora para satisfazer suas esposas. Ele prefere a satisfação de uma vida mundana regada em pecados e apostasias, ao invés de cumprir com a missão que o Senhor havia o encarregado. Aquele Senhor que deu a Salomão a sabedoria para julgar que ele rogou, foi traído pela mentalidade mundana, fazendo com que Salomão conquistasse a rejeição do Pai celeste. Mas ainda, a leitura nos traz um ponto de importante observância: se Davi, pai de Salomão, era um homem de muitos pecados, por que o Senhor rejeita a Salomão, que também é um homem de muitos pecados, e não rejeita Davi juntamente? A resposta é simples. Davi nunca aboliu sua comunhão com o Senhor. Seus pecados eram seguidos de pedidos de perdão suplicados, em busca da misericórdia de Deus. Enquanto Salomão, escolhe continuar pecando, mesmo com a vinda do Senhor a ele. Quantas vezes não fazemos isto, meus irmãos e minhas irmãs? Preferimos nos apegar a prazeres do mundo e menos nos apegar aos prazeres de Deus? Nos preocupamos mais em sermos vaidosos, ricos em bens materiais, ao invés de nos preocuparmos com a missão que o Senhor nos encarregou, de divulgar sua palavra e celebrar seu santo sacrifício.
E nas palavras do Evangelho de Marcos, vemos o exemplo de fé da mulher que era a mãe da menina portadora de demônios. Esta mulher, uma mulher pagã, crente em falsas divindades, decai em posição de adoração diante de Jesus Cristo, suplicando a libertação de sua criança. Ora, se era uma mulher pagã, por que cedeu com tanta facilidade a presença de Jesus Cristo, sem ao menos questionar? Muito simples, irmãos e irmãs. A mulher enxergou em Jesus toda a santidade que existia. E por isto, não só conquistou a purificação de sua filha, mas também a sua própria purificação, já que a partir daquele momento, tornou-se uma serva de Deus. Mas o que esta passagem nos traz de mais importante? Olhemos para os tempos que vivemos. Quantas pessoas não se encontram como esta mãe e esta filha. Numa vida perdida, de pecado e apostasias. E a quem estas pessoas tem para recorrer? A nós, queridos irmãos, aos padres! A Igreja é o Corpo de Cristo, então seus sacerdotes devem-se fazer como Jesus e exalar santidade. Se isto não acontecer, os pagãos não se converterão, e desta maneira, não estaremos cumprindo nossa missão como o Senhor nos ensina pelas palavras do Evangelho.
Encerro esta palavra, meus queridos irmãos e queridas irmãs, exortando a vós a importância de uma vida em comunhão com Nosso Senhor, para que conquistemos a aceitação de nossa entrada em sua morada, e não a rejeição. Nos afastemos dos prazeres mundanos e saibamos nos redimir e aprender com nossos pecados, enquanto buscamos a salvação dos pagãos, ao nos fazermos Santos do Senhor.
ASSIM SEJA! Amém.

