Vemos na primeira leitura o profeta que anuncia ao Senhor, Isaías, a profecia do que seria esta edificação e qual seria o seu papel sobre os povos. Isaías anuncia a soberania que a Igreja alcançará, como de fato alcançou, percorrendo por todos os povos e reinando por onde se instala, promovendo a salvação por meio da conversão no serviço da Palavra. Por onde Jesus passou, junto de seus apóstolos e discípulos, por onde os mártires derramaram seu sangue pelo anúncio, pessoas foram convertidas, suas almas foram salvas. E isto, relatados em letras, é o que precisamos para efetivar o que Isaías promete aos que vivem em sua época: uma Igreja samaritana, que vai às ruas e promove a verdadeira evangelização. A do carisma, da caridade, do acolhimento, do testemunho e da conversão.
Já na segunda leitura, vemos a obra desta edificação sendo planejada, executada e pronta para o exercício de sua função divina. Pedro se apresenta como uma pedra, ele professa a sua Fé naquilo que seu Mestre o mostrou como a Verdade, e nesta perspectiva, ele nos apresenta como pedras também. E quando todos nos unimos, confirmamos nossa comunhão, professamos a nossa Fé como Pedro, moldhamos uma pedra ainda maior. Esta pedra é a Igreja, uma pedra indestrutível e que se forma aos exemplos e preceitos de Jesus, o Bom Pastor, assim formando o que chamamos de Corpo de Cristo, que é o vicariato que o Senhor nos dá como forma de mantermos a memória do Salvador vivo, na memória dos que o conhecem, e que pela força do Batismo deixam-se guiar pelo Espírito Santo que converte e que vocaciona a uma vida de completa servidão ao serviço da Igreja de Cristo.
E completando as escrituras de hoje, vemos pelas palavras de Mateus, aquilo que torna o que foi dito na profecia de Isaías e na epístola de Pedro verdades incontestáveis. A Igreja Romana torna-se incorruptível e inquebrável ao ser edificada pelo próprio Cristo, que se fez pedra e nos fez pedras. A Igreja faz-se o redil do Senhor, e sua essência julgadora nasce das próprias palavras do Senhor, que declara Pedro como o unificador e separador do certo e do errado, segundos os preceitos do Deus que se faz Homem e edificados de teu templo anunciante da absoluta verdade, a qual todos nós devemos nos submeter.
Encaminhando ao fim desta palavra, a todos que se fazem presentes, peço que rezem por esta Igreja que se faz em Cristo. Se as portas do inferno não prevalecem, é porque as orações sempre foram nossas armas mais poderosas para o combate contra as forças do mal que lutam contra a Igreja. E todas as nossas intenções, encomendemos à sempre Virghem e Santíssima Maria, mãe da Igreja, a São Pedro, aquele que nos confirmou na Fé, e a São Paulo, que pelo seu espírito missionário nos chama a viver para o anúncio.

