A primeira leitura, do Livro do profeta Isaías, nos mostra de início a "humilhação" que o Senhor faz às terras de Zabulon e Neftali. Tal humilhação é fruto da promessa que Deus faz a nós. Jesus Cristo, o Deus vivo, vem para declarar guerra a todos os filhos e filhas de Deus. Porém, esta guerra é declarada contra todo o sentimento de ódio que reinava nestas terras. O Senhor vem para brigar e derrotar todo o mal que imperava entre os filhos e filhas de Deus, promovendo a união entre todos os povos divergentes. Quando faz isso, Isaías anuncia que o Senhor vem para mostrar novos horizontes aos povos dessas regiões. Horizontes que conduzem o povo pelo caminho do Reino de Deus, que se fazia cada vez mais próximo com a vinda do Messias.
Na segunda leitura, vemos um apelo rigoroso do apóstolo Paulo ao povo de Corinto. Ainda como nos dias de hoje, onde a desunião entre os cristãos se torna cada vez mais forte, muito por conta de questões ideológicas unicamente humanas, sem nenhuma ligação com nosso Pai celeste, a desunião também imperava naquele tempo. Ao pontuar a fala de cada povo sobre de qual lado cada um se situa, Paulo quer mostrar que, não importa de qual lado todos estejam, mas sim que todos estão desunidos. E, por conta desta desunião imperadora, muitos acabam se esquecendo da chamada unidade cristã. Enquanto filhos fiéis e seguidores dos ensinamentos de Deus, devemos prezar pela união de todos os cristãos por meio do amor que sentimos por nosso Senhor, a fim de que o anúncio do Evangelho de Cristo seja, de fato, eficaz e motivo para a conversão dos perdidos.
E na conclusão da liturgia deste III Domingo do Tempo Comum, temos o evangelho de São Mateus, que nos mostra o cumprimento da profecia de Isaías que a primeira leitura nos mencionara. Jesus humilha aquela desunião, declara guerra ao ódio e à separação, e assim promove a união. Aquelas trevas que os povos viviam, acaba sendo iluminada pela luz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que pelo dom do Espírito Santo, caminhou por aquelas terras, junto de seus apóstolos e amigos, escolhidos a dedo, para que estes também fossem "pescadores de homens", anunciantes da palavra santa da conversão.
“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Esta é a mensagem que o Senhor nos manda levar aos confins da Terra, e assim como o apóstolo Paulo, com zhelo e calmaria, pregarmos a unidade não só para os que vivem longe da Igreja, mas para os que estão dentro da Igreja, e ainda sim vivem em dhischórdia. Devemos tomar o Cristo Jesus como o baluarte da unidade e da comunhão de todos os povos. Que possamos viver em paz, comunhão com os irmãos em Cristo e pelo anúncio do Evangelho do Senhor.
ASSIM SEJA! Amém.

