A liturgia de hoje nos mostra algumas das revelações que o Senhor faz aos seus filhos sobre sua existência, e sobre sua vinda gloriosa que faz a nós, andarilhos terrenos, por meio de teu imenso amor a estes indignos filhos.
Na primeira leitura, retirada do Livro de Gênesis, vemos o homem que soube ouviu o que o Senhor tem a nos dizer: Abraão. Por meio de sua crença, de sua entrega e obediência aos mandamentos que o Senhor o faz, Dele Abraão ganha o auxílio e proteção, além de promessas que serão cumpridas. É uma leitura que nos remete a pensar que Deus faz o sol da vida brilhar sobre a cabeça de seus filhos, impulsionando-os a uma vivência de esperança naquelas metas que desejamos cumprir. Sabendo da intenção de Abraão de ter uma extensa prole, Deus revela a ele que este desejo será atendido. Mas por que será atendido? Porque Abraão põe-se a ouvir o que o Senhor tem a dizer. Ele toma para si o Senhor como o seu protetor é aliviador de teu fardo.
Já na segunda leitura, vemos João anunciar o novo mandamento que Jesus tem a nos: "Amai-vos uns aos outros, como eu vós tenho amado". Assim como reiterei na homilia da missa de entronização e coroação pontifícia, o Senhor revela-se como o progenitor do amor. Este amor que protege a Abraão de todas dificuldades da vida. Ninguém pode amar, se não tiver seu coração rico do Espírito Santo de Deus. Isto porque o amor é um sentimento de bondade, e só se fazem bondosos aqueles que fazem sua morada nos mandamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem diz que ama e não glorifica ao Filho de Deus, não ama. Pelo contrário, apenas promove o ódio e uma vida longa das palavras que nos fazem alcançar uma vida santa e digna de estabelecer moradia no Reino de Deus.
O Evangelho de Marcos nos mostra Jesus tomando a palavra de uma das profecias de Isaías, onde nela está contida a promessa que Deus fez a nós: da vinda de um Senhor que liberta, que promove a justiça, a salvação dos povos e elimina a segregação, fazendo os pobres as mesmas pessoas que os ricos, pois aos olhos de Deus, a essência da dignidade para viver em seu Reino, é viver os teus mandamentos. E naquele momento, depois daquela leitura, Jesus mostra-se como a promessa de Deus que foi cumprida. Este Senhor de libertação é o que Deus se constitui, para nos ensinar teus mandamentos e fazer com que nós os cumpramos.
Assim como o povo que ouve a Jesus nas passagens evangélicas, temos que adorar este Cristo que vem e que nos fala. Devemos ser ouvintes como Abraão foi, tomando para nós o Senhor como nosso Protetor e Salvador, jamais deixando de anunciar, que Jesus é o Cristo e fonte de todo o amor. Deste amor, devemos continuar nos inundando, e nunca nos saciar.
Que neste pontificado, que já transcorre uma semana desde o início, possamos ser mais atentos e a ouvintes ao que o Senhor nos fala por tuas palavras descritas nas escrituras sagradas. Que na mesma proporção que rezamos, também trabalhemos. Pois se rezamos, é para que nossas preces sejam atendidas como fruto de nossos trabalhos. E desta forma, Deus continuará agindo pelo teu povo.

