[ CVA/SP - Apostila de formação diaconal ]


AULA I - Clero e Hierarquia da Igreja

O clero é o conjunto que forma a hierarquia, logo eles são os “CLÉRIGOS” por fazerem parte do “CLERO”.

A hierarquia é uma organização entre os membros de um grupo, com graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

Papa - Cabeça do colégio apostólico e primeiro entre todos os cristãos. É ele responsável por nomear os demais bispos e cooperadores para o funcionamento do organismo da igreja.

Cardeais - Príncipes da santa Igreja, cooperadores diretos do papa e principais auxiliares na Igreja de Cristo. Sua principal ação é dar um novo papa para a igreja quando no período de sé vacante (quando um papa renuncia ou morre).

Bispos - Podem ser auxiliares de outras arquidioceses, coadjutores (com direito à sucessão) ou de uma diocese particular.

  • Arcebispos - os arcebispos podem ser metropolitas (responsável por uma arquidiocese metropolitana), arcebispos pessoais (responsáveis por uma arquidiocese pessoal e extra territorial) ou titulares (arcebispos com títulos mais sem arquidiocese). Assim como todos os membros do episcopado, eles são nomeados diretamente pelo papa. Apenas Bispos e Cardeais podem ser nomeados Arcebispos Metropolitanos e pessoais. Já o arcebispo titular só pode ser uma nomeação concedida a bispos, para reconhecer seus bons serviços prestados.


Padres - Cooperadores diretos do  bispo ou arcebispo, tem como missão fundamental e inviolável celebrar fidedignamente e diariamente á santa missa. São os principais colaboradores para á evangelização e incentivo do povo de Deus.

  • Monsenhores - Padres já com longo tempo de serviço condecorados diretamente pelo papa a pedido de um (arce)bispo (arqui)diocesano. Podem haver também padres nomeados monsenhores par ao auxilio pessoal do papa. Além disso, padres que são eleitos ao episcopado, recebem título de Monsenhor até sua sagração episcopal.
  • Cônegos - Padres com longo tempo de trabalho, que recebem do (arce)bispo ou (arqui)diocesano a honraria de cônego, tendo como sua função aconselhar o arcebispo sempre que convocado.


Diáconos - Homens ordenados e fiéis anunciantes do santo evangelho e cooperadores dos padres e bispos, podem ser permanentes (homens casados mais que auxiliam á igreja) ou transitórios (seminaristas em preparação para o sacerdócio).

Resumidamente á hierarquia da santa igreja em forma crescente fixa-se em: Diáconos - Padres (inclusos Monsenhores e Cônegos) - Bispos (e Arcebispos) - Cardeais - Papa.

A imagem abaixo exibe os hábitos clericais de cada cargo. Esses hábitos são as denominadas batinas e vestes corais/tropicais. (O formador deve vestir-se com os principais hábitos diante do seminarista, para confirmar o entendimento).


1° OBS: É importante deixar claro que Padres, Cônegos e Monsenhores são membros de um mesmo grupo eclesiástico denominado "Presbíteros". Em outras palavras, estes três títulos possuem a mesma autoridade, sendo que Cônegos e Monsenhores são portadores de títulos de honraria.

2° OBS: A mesma coisa vale ser dita em relação aos Bispos e Arcebispo. A diferença entre ambos é que os Arcebispos são epíscopos que são responsáveis por governar uma Arquidiocese ou titulares.

3° OBS: A hierquia eclesial é dividida em três grupos. São estes os Diáconos, os Presbíteros (Padres em geral) e os Epíscopos (Bispos, Cardeais e Papa).


AULA II - Pronomes de Tratamento e Benção

Papa - Ao papa refere-se como Santidade ou Santo Padre. Em situações mais formais, podemos o chamar de Vossa Santidade, Sucessor de Pedro, Servo dos Servos de Deus, Sumo Pontífice, entre outros.

Cardeais - Aos cardeais refere-se como Eminência. Em situações mais formais, podemos o chamar de Eminentissimo, Vossa Alteza Real, Príncipe da Igreja.

Bispos - Aos bispos refere-se como Excelência. Em situações mais formais, podemos o chamar de Excelentíssimo, Vossa Graça.

Padres e diáconos - a estes refere-se como Reverendo. Em situações mais formais, podemos o chamar de Vossa Reverendíssima.

Como sinal de respeito e comunhão com a Igreja de Cristo, é importante que os clérigos sempre peçam a benção para os outros que estão acima na hierarquia. Em seguida, iremos aprender como pedir a benção a um superior na hierarquia.

BISPOS, CARDEAIS E O PAPA usam um anel que simboliza a aliança e o compromisso com o povo de Deus, com seu rebanho.

Bispo: usa o “Anel Episcopal”

Cardeal: usa o “Anel Cardinalício”

Papa: usa o “Anel do Pescador”

Ao ver um Clérigo, você se ajoelha diante dele (senta ou :sit) e pede a benção:

Se for a um Diácono ou um Presbítero: “Sua benção, Reverendo”
Depois que ele abençoar, você diz: Beijo suas Mãos*

Se for pedir a benção a um Bispo: “Sua benção, Excelência”
Depois que ele abençoar, você diz: Beijo Anel Episcopal*

Se for pedir a benção a Um Cardeal: “Sua benção, Eminência”
Depois que ele abençoar, você diz: Beijo Anel Cardinalício*

Se for pedir a benção ao Papa: “Sua benção, Santidade”
Depois que ele abençoar, você diz: Beijo Anel do Pescador*


AULA III - Cores Litúrgicas

São estas as cores: VERDE, VERMELHA, ROXA, BRANCO (DOURADO ou BEGE), RÓSEA, PRETA E AZUL.

Estas cores são vistas e observadas principalmente nos paramentos dos ministros ordenados (diáconos, padres, bispos) que obrigatoriamente devem seguir estas cores.
As cores litúrgicas tem além de organização, transmitir o sentido de cada tempo vivido, assim não se pode ser acrescentada novas cores.

Cor Verde - A cor verde é a cor dada ao tempo comum, assim ela quer transmitir a simplicidade e a esperança.

Cor Vermelha - A cor vermelha é a cor usada para as festas dos santos mártires (deram sua vida por Cristo e o evangelho), Domingo de Ramos, Paixão do Senhor, Pentecostes. A cor vermelha é a cor do sangue.

Cor Roxa - A cor roxa é a cor usada durante o tempo da quaresma e o tempo do advento, podendo também ser usada em ocasiões fúnebres. A cor roxa quer transmitir a penitência, por isso é usada nos tempos penitências e em práticas de penitência, como o sacramento da confissão.

Cor Branco, Dourado ou Bege - A cor branco quer transmitir a alegria é usada em todas solenidades de alegria e glória como a ressurreição de Nosso Senhor (Tempo Pascal) e o  tempo do Natal, também nas memórias dos santos doutores, virgens e pastores, pode-se ser substituída pelo dourado ou bege para uma melhor interpretação.

Cor Rósea - A cor rósea é usada unicamente em dois domingos ao ano litúrgicos, domingos que querem passar a alegria ao meio da penitência. Por isso, os domingos que se pode usar o rósea são o terceiro domingo do advento (Domingo Gaudete) e o quarto domingo da quaresma (Domingo Laetare).

Cor Preto - A cor preto é usada unicamente nas celebrações fúnebres.

Cor Azul - A cor azul pode ser usada em todas as solenidades e memórias à virgem Maria. A cor azul quer transmitir a serenidade e a santidade da santíssima virgem Maria, pode-se também ser usada em missas próprias.


AULA IV - Paramentos Litúrgicos

É indispensável que determinadas vestes (paramentos) sejam utilizadas nas celebrações que realizamos em memória de nosso Senhor.

Cada grupo clerical (diácono, presbiterado e episcopado) possuem paramentos que são exclusivos de cada um. Porém, existem outros paramentos que todos os clérigos podem usar.

Vale relembrar que, a maioria desses paramentos litúrgicos possuem sua cor alterada conforme o tempo em que vivemos.

PARAMENTOS GERAIS

Temos como paramentos gerais, ou seja, todos os clérigos podem usar, os seguintes paramentos:
  • Túnica (ou alva): é a base de todo o parlamento litúrgico. Sua cor não altera conforme o tempo litúrgico. Ela sempre será branca. IMAGEM 1
  • Cíngulo: é uma faixa amarrada por cima da túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. IMAGEM 1
  • Batina com sobrepeliz: o sobrepeliz é colocado por cima da batina. A cor dele não altera conforme a cor litúrgica. IMAGEM 3
IMAGEM 1 (túnica com cíngulo)

PARAMENTOS DIACONAIS

Os paramentos exclusivos aos diáconos são:
  • Estola diaconal: é colocada por cima da túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. IMAGEM 2
  • Dalmática: é usada por cima da túnica e da estola. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico. IMAGEM 2

Por consequência econômica, os HC's e não HC's possuem uma pequena diferença entre as vestes.

Nos paramentos HC, o cinto transversal representa a estola diaconal, e a camisa lisa manga longa bicolor sem botões com colar representa a dalmática.

Nos paramentos não HC's, o cachecol longo representa a estola diaconal, e a camisa lisa de mangas longas sem botões com colar a dalmática.


IMAGEM 2 (estola diaconal HC e dalmática HC)

PARAMENTOS SACERDOTAIS

Estes paramentos são exclusivos a todos aqueles que se encontram a partir de Padre na hierarquia clerical da Igreja, isto porque todos possuem o múnus sacerdotal. São eles:
  • Estola Sacerdotal: é o cinto suspensório utilizado junto com a túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico.
  • Casula Romana: é um colete usado por cima da estola sacerdotal e da túnica. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico.
  • Casula Gótica: paramento utilizado pelo celebrante da missa de forma obrigatória. Sua cor altera conforme o tempo litúrgico.

IMAGEM 3 (estola sacerdotal usada por cima de um sobrepeliz)

INSÍGNIAS EPISCOPAIS


Mitra: Significa um capacete de defesa para todas as coisas que agridam a fé e a doutrina. Por isso que somente o bispo concede o sacramento da confirmação, pois, pela mitra, que simboliza um escudo perante os ataques à verdade, e pela sua ordenação, passa o óleo do Crisma em nossas frontes e o Espírito de Deus se manifesta, e isso faz com que a pessoa confirme a sua vontade de viver na verdade como filho de Deus. Possui um formato pentagonal e possui duas faixas na parte traseira, chamadas de ínfulas.

Solidéu: Significa "Somente para Deus". É uma herança da cultura judaica, sendo chamada por eles de Quipá. Todos os membros ordenados da Igreja Católica podem usar o solidéu. Como grande parte da indumentária eclesiástica, a cor do solidéu denota o grau hierárquico do portador: o solidéu do Papa é branco, o dos cardeais é vermelho e designa-se por barrete cardinalício e o dos bispos, abades territoriais e prelados territoriais é violeta. Monsenhores usam solidéu negro com algumas linhas violetas. Padres e diáconos usam solidéu negro, embora não seja comum o uso do solidéu por padres (com exceção dos abades) e extremamente raro por diáconos.

Báculo: Conhecido erroneamente por "cajado" pelos leigos bem leigos, significa o pastoreio, sendo sempre segurado pela mão esquerda do bispo. Sua função é trazer para Deus a ovelha desgarrada e tem também a função de proteger o rebanho dos inimigos e mantê-lo unido. Somente o bispo titular pode usar o báculo em seu território. Se for a outra diocese, não poderá usar.

Férula: Diferente dos báculos com a ponta curva, a férula possui uma cruz. O Papa tem poder temporal e espiritual sobre sua Igreja.

Cruz peitoral: Nasceu com a perseguição cristã (o sinal da cruz). Os cristãos ampliaram o pequeno sinal da cruz que já existia, feito apenas na testa, e passaram a traçar pelo corpo todo. Com o tempo, foram sendo confeccionadas na forma que conhecemos hoje, para simbolizar a vitória sobre a morte que Cristo obteve.

Anel Episcopal e Anel Cardinalício: Significa aliança e fidelidade do sacerdote para com a Igreja. O bispo deve sempre usar, pois o anel possui o significado de selar o compromisso do clérigo com a Igreja. Há apenas um dia do ano em que não se pode usar o anel episcopal, que é na Sexta-feira Santa.

Anel do Pescador: É uma referência direta ao apóstolo Pedro, o primeiro Papa. Tem no anel seu nome pontifício cravado. Quando o pontífice morre, o anel é destruído.

Pálio: Colarinho de lã, com 6 cruzes (3 no apêndice frontal e 3 no apêndice traseiro) e simboliza a comunhão com a Igreja. É feito com pelo de lã para representar a ovelha perdida. Arcebispos, Cardeais e o Papa possuem.

Capa Pluvial: Usado tanto dentro da Igreja (arpersão da água benta dentro da Missa, casamentos e missas solenes) quanto fora da Igreja (procissão de Corpus Christi). O Pluvial recebe também o nome de "Capa de Asperges" porque no Rito Tridentino, ele era usado pelo sacerdote para o rito de aspersão de água benta sobre o povo. Também pode ser chamado de "Casula Processional", já que era usado nas procissões pelos bispos.

Resumidamente, as insígnias episcopais são: mitra, solidéu, báculo, férula, cruz peitoral, anel, pálio e capa pluvial.

Bispo usando batina, cruz peitoral e solidéu.

Bispo usando capa pluvial, túnica e estola.


AULA V - Funções do Diácono na Santa Missa

A Santa Missa é o momento em que nós católicos praticamos a nossa fé. Os diáconos são clérigos de extrema importância na Santa Missa, pois estes são responsáveis pela divulgação da palavra do Evangelho. Vale deixar claro que o Evangelho é proclamado após a realização das leituras do dia (Leituras e Salmo Responsorial).

Para divulgar esta santíssima palavra do Evangelho, o diácono deve seguir alguns trâmites durante a missa. São estas:

O diácono deve se levantar no local em que estava sentado, ir diante do celebrante da missa, ajoelhar-se (sentar ou :sit) e pedir a benção para proclamar o evangelho.

"Dai-me sua benção para divulgar a sagrada leitura".



Após o celebrante da Missa conceder a benção, o diácono deve se conduzir ao ambão para realizar a leitura.

IMPORTANTE: se a missa não for dominical ou não for uma solenidade, o diácono dirige-se até o ambão e lê o Evangelho do lecionário. Caso a missa seja solenidade ou dominical, o diácono depois de pedir a benção ao celebrante, dirige-se ao altar, pega o evangeliário e o ergue. Ao chegar no ambão, ele depõe o evangeliário para realizar a leitura.

O diácono abre o livro dos Evangelhos e diz à assembleia:

"O Senhor esteja convosco!"

Todos respondem:

"Ele está no meio de nós!"

Depois o diácono prossegue de acordo com o Evangelho do dia:

"Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo......"

Então todos concluem respondendo:

"Glória a vós, Senhor!"

Ao fim da leitura do Evangelho, o diácono diz:

"Palavra da Salvação."

Todos respondem:

"Glória a vós, Senhor!"

Caso a missa seja dominical ou solene, o diácono fecha o evangeliário, pega-o, ergue-o, leva-o até o celebrante e entrega-o ao mesmo, este irá abençoar os presentes e depois devolver. O diácono pega o evangeliário novamente e o depõe no ambão, depois de beijá-lo.

Não sendo uma missa dominical ou solene, o diácono apenas beija o lecionário e volta ao seu lugar.

Além de divulgar a palavra do Evangelho, pode ser que o celebrante designe ao diácono a tarefa de preparar o altar para o ofertório do Corpo e Sangue de Cristo. Isto é feito da seguinte forma:

Abro o corporal, e estendo-o*
Coloco o cálice ao lado direito do corporal.*
Pego o sanguíneo, e coloco ao lado direito do corporal.*
Pego a patena, e coloco-a sobre o corporal.*
Pego galhetas, e coloco vinho e um pingo d'água no cálice.*
Coloco o cálice sobre o corporal.*
Pego os cibórios, e coloco-os sobre o corporal.*
Abro o missal romano.*
Vênia.*

(Neste momento o celebrante se aproxima do altar, para as orações de oferecimento)

Enquanto o celebrante está fazendo as orações de oferecimento, o diácono ou o cerimoniário (caso tiver), deve pegar o lavabo para lavar as mãos do sacerdote.


Quando o celebrante acabar as orações, virar-se, e aproximar-se, o diácono ou o cerimoniário, diz:

Apresento o lavabo.*

(O celebrante purifica as mãos)

Entrego o manustérgio.*

(O celebrante seca as mãos, e junto fazem reverência)

Vênia.*

(Cada atitude feita deve ser acompanhada da figura * junto á frase que quer repassar o sentido de ação)

Ao fim da comunhão, quando todos já tiverem comungado e estiverem sentados, o diácono deve arrumar o altar e limpar os objetos litúrgicos. Isto é feito da seguinte forma:

Pego o cálice.*

(Neste momento o diácono leva o cálice até o celebrante)

Entrego-o ao celebrante.*

(O celebrante comunga do sangue de Cristo, e devolve)

Pego-o.*

(Neste momento o diácono se aproxima do altar para a purificação)

Pego galheta, e purifico o cálice.*

Seco-o com o sanguíneo, e coloco-o ao lado direito.*

Purifico os cibórios, enxugo-os com o sanguíneo, e coloco-os na credência.*

Pego o sanguíneo, e coloco-o sobre o cálice, junto a patena e a pala.*

Dobro o corporal, e coloco-o sobre o cálice.*

Coloco o cálice na credência.*

Vênia.*


AULA VI - Acolitar (cerimoniário e turiferário)

Apesar de não ser uma função exclusiva do diácono, a função de acólito deve ser aprendida em seus mínimos detalhes, pois esta é uma das funções mais importantes de se desempenhar em uma missa, visto que o acólito é aquele quem promove toda a organização da celebração e fornece auxílio ao celebrante.

O formador deve aplicar esta aula em uma celebração "treino" da Santa Missa.


CERIMONIÁRIO

O cerimoniário é responsável por auxiliar o celebrante e promover a organização da missa.

Abaixo estão listadas as situações em que o cerimoniário deverá entrar em ação, para que ocorra uma celebração litúrgica como as normas mandam.

BÁCULO
NOS RITOS INICIAIS
O Bispo usa habitualmente o báculo na procissão, ao chegar diante do altar o acólito recebe e segura o Báculo.
NA LITURGIA DA PALAVRA
Caso um concelebrante proclame o Evangelho, o Bispo usa o báculo para ouvir a leitura e fazer a homilia, para receber os votos, as promessas ou a profissão de fé; Nesse caso o Acólito entrega o Báculo a ele. E após o Bispo concluir esses atos, o acólito recebe o Báculo novamente.
NOS RITOS FINAIS
E finalmente para abençoar as pessoas, para a benção final o Acólito entrega o Báculo ao Bispo.

MITRA
NOS RITOS INICIAIS
O Bispo usa a mitra:
1. Na procissão de entrada até chegar diante do altar, onde antes do Vênia o Acólito retira a Mitra de sua cabeça.
2.Quando está sentado;
3. Quando faz a homilia;
4. Quando faz as saudações;
5. As alocuções e os avisos, a não ser que logo a seguir tenha de tirar a mitra; quando abençoa solenemente o povo; quando executa gestos sacramentais; quando vai às procissões.

O Bispo não usa a mitra:
1. Nas preces introdutórias
2. Nas orações; na Oração Universal
3. Na Oração Eucarística
4. Durante a leitura do Evange­lho
5. Nos hinos, quando estes são cantados de pé
6. Nas procissões em que se leva o Santíssimo Sacramento ou as relíquias da Santa Cruz do Senhor; diante do Santíssimo Sacramento exposto.
O Bispo pode prescindir da mitra e do báculo quando se desloca dum lugar para outro, se o espaço entre os dois for pequeno. Quanto ao uso da mitra na administração dos sacramentos e dos sacramentais, observe-se, além disso, o que adiante vai indicado nos respectivos lugares. (Cerimonial dos bispos, 60)
"O Bispo, ao chegar junto do altar, entrega o báculo ao ministro, depõe a mitra, e faz inclinação profunda ao altar, ao mesmo tempo que os diáconos e os outros ministros que o acompanham. Depois, sobe ao altar e beija-o, juntamente com os diáconos." (Cerimonial dos bispos, 131)

MISSAL
NOS RITOS INICIAIS
Quando o Presidente da Celebração diz: OREMOS. O acólito se coloca diante dele com o Missal aberto na página da Oração do Dia. Ao concluir com o Amém da Assembléia se fecha o Missal.
NA LITÚRGIA DA PALAVRA
Na litúrgia Eucarística costuma-se deixar o Missal num suporte sobre o altar. Mas caso na Igreja não faça o uso do suporte, o acólito se responsabiliza de segurar o Missal durante a litúrgia Eucarística.
NOS RITOS FINAIS
Aqui se apresenta o Missal ao Celebrante quando o mesmo diz: OREMOS. O acólito se coloca diante dele com o Missal aberto na página da Oração Pós-Comunhão. Ao concluir com o Amém da Assembléia se fecha o Missal.

TURIFERÁRIO

O turiferário é o responsável por manipular o turíbulo durante a celebração.

Abaixo estão listadas as situações em que o turíbulo deve ser usado, para que o turiferário possa entrar em ação.

NOS RITOS INICIAIS
Se a celebração for uma solenidade ou festa usa-se o Turibulo, e como acólito responsável pelo manuseio do Turibulo na celebração ele inicia exercendo sua função de turiferário antes da procissão de entrada, apresentando o Turibulo aberto e o Naveteiro apresenta a Naveta ao presidente da celebração para que ele coloque o incenso e abençoe.
Ao chegar no presbitério, mais uma vez se usa o turibulo, apó o beijo do presidente da celebração no altar, o acólito se aproxima dele e entrega o turibulo (caso seja necessário mais incenso, apresenta o turibulo aberto para que seja colocado) para incensar o altar (e alguma imagem de Santo que esteja sendo Festejado ou o Presépio com o menino Jesus).
Vale deixar claro que se houver a presença de Diácono, o acólito passa o turibulo para ele entregar ao Presidente da Celebração.

NA LITURGIA DA PALAVRA
Aqui o turibulo é usado apenas uma vez, para incensar o Santo Evangelho. Antes da proclamação o acólito (turiferário) e o naveteiro se coloca de Joelhos diante do Presidente da celebração (que estará na sede ainda sentado) e apresenta o turibulo aberto para que ele coloque incenso e abençoe.
O acólito se dirige para próximo do ambão e aguarda o momento de entregar o turibulo a quem for proclamar o Santo Evangelho.

NA LITURGIA EUCARÍSTICA
Aqui o uso do Turibulo será maior. Durante o canto das oferendas, após os acólitos levarem o vinho e água para o sacerdote, o turiferário e naveteiro se dirigem ao mesmo fazendo a vênia, ao pôr incenso, o naveteiro se retira e o turiferário acompanha o sacerdote novamente, que incensará o presbitério, depois o mesmo incensa o sacerdote e a assembléia com 2 ductos de 3 ictos. (meio, esquerda e direita). Ao incensar a assembléia faça um gesto para que fiquem de pé, depois faça a vênia e dê três lances duplos sempre na mesma ordem, antes de se retirar faça novamente a vênia.
NA TRANSUBSTANCIAÇÃO
O turiferário e naveteiro, se colocam diante do altar (fazem reverência), durante o Santo proclamado, caso seja cantado no término. Quando o presidente da celebração fizer a transubstanciação, deve-se ajoelhar, em seguida o naveteiro coloca rapidamente 3 colheres de incenso no turíbulo. Durante a narrativa da ceia, quando o sacerdote elevar a hóstia consagrada, o turiferário incensa 3 ductos de 3 ictos, depois incensa novamente na elevação do cálice. Após a narrativa da ceia ambos se colocam de pé, fazem a reverência e se retiram, guardando o turíbulo e naveta. Mantenha o silêncio, devido este ser o momento crucial da santa missa, em que ocorre o grande Mistério da nossa Fé.


AULA VII - Celebração da palavra

IMPORTANTE: esta aula deve ser aplicada OBRIGATORIAMENTE apenas aos seminaristas que querem ser diácono PERMANENTE!

O diácono não possui licença para celebrar a missa, este é um ato designado apenas aos presbíteros e epíscopos. Todavia, os diáconos fazem a celebração da palavra, que é muito semelhante à celebração da Santa Missa, porém na Missa há a consagração do Corpo e Sangue de Cristo, já na celebração da palavra, estes já estão consagrados.

Segue-se abaixo o rito da celebração da palavra:

SAUDAÇÃO

DIÁCONO: Em nome do Pai e do Filho e dho Espírito Santo.
T: Amém!

DIÁCONO: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito santo estejam convosco.

Ou:
DIÁCONO: O Deus da esperança,que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé,pela ação do Espirito Santo esteja convosco.

Ou:
DIÁCONO: O Senhor,que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo,esteja convosco.

T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

ATO PENITENCIAL

DIÁCONO: Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrar dignamente os santos mistérios.
(momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:

Ou:
DIÁCONO: O senhor Jesus que nos convida a mesa da palavra e da Eucaristia,nos chama também á conversão.Neste dia abrindo-nos á misericórdia do Pai. (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:

Ou:
DIÁCONO: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte,também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova.Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai. (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:

T: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, actos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.

DIÁCONO: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
T: Amém!


HINO DE LOUVOR

(O gloria omite-se durante o tempo da quaresma e advento)

T: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!

A oração do dia e as leituras encontra-se no site da Liturgia (Dom Total)

Oração do dia
Primeira leitura
Salmo
Segunda leitura
Evangelho


(Neste momento o diácono faz sua reflexão da liturgia do dia).

(se a missa for dominical ou solene faz a oração do Credo) 


T: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS (opcional)

DIÁCONO: Amado povo de Deus, aqui reunido para recordar os benefícios de nosso Deus, roguemos que Ele inspire os nossos pedidos, para que possa atender as nossas súplicas, dizendo:

T: Senhor, escutai a nossa prece.

Pela Igreja, esposa de Cristo, chamada a buscar não a glória, mas a humildade e o serviço, nós vos pedimos:

T: Senhor, escutai a nossa prece.

Pelos últimos da sociedade, para que sejam valorizados e promovidos em sua dignidade, nós vos pedimos:

T: Senhor, escutai a nossa prece.

Por todos nós aqui reunidos, para que vejamos em cada pessoa um irmão a ser servido com amor, nós vos pedimos:

T: Senhor, escutai a nossa prece.

Por todas ás vocações, sacerdotais e religiosas, leigas e missionárias, para que sejam iluminadas por Deus, e perseverem na fé, nós vos pedimos:

T: Senhor, escutai a nossa prece.

DIÁCONO: Possam agradar-Vos, ó Deus, as preces de vossa Igreja, para que recebamos por vossa misericórdia o que por nossos méritos não ousamos esperar. Por Cristo, nosso Senhor.

T: Amém.

(Neste momento o diácono prepara o Santo altar, e pega do sacrário uma ambula com hóstias consagradas e coloca sobre o corporal).

Se dirige ao Altar da seguinte forma:
Abro o corporal, e estendo-o*

(se dirige até o Sacrário)

Pego Ambula com Hóstias Consagradas*

(Se dirige ao Altar novamente)

Coloco Ambula sobre Corporal*


RITO DA COMUNHÃO

DIÁCONO: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

T: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

DIÁCONO: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.

T: Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre!

ORAÇÃO PELA PAZ

DIÁCONO: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

T: Amém!

DIÁCONO: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T: O amor de Cristo nos uniu.

DIÁCONO: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

DIÁCONO: Feliz os convidados para o banquete nupcial do cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

(Neste momento o celebrante distribui a sagração Eucarística aos fiéis e guarda a ambula no sacrário novamente e arruma o altar).

Pego Ambula com Hóstias Consagradas*

(se dirige até o Sacrário)

Coloco-a No Sacrário e Fecho-o*

Depois volta no altar e dobra o corporal, guardando-o na Credência.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO 

(Encontra-se na Liturgia Diária Dom Total) 
Após a Oração se dar a Bênção final:

DIÁCONO: O Senhor esteja convosco!

T: Ele está no meio de nós!

DIÁCONO: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.

T: Amém!

DIÁCONO: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

T: Graças a Deus.


Teste

Após todas as aulas terem sido aplicadas, o seminarista deve revisar o conteúdo de todas as aulas aplicadas por meio desta apostila. Tendo sido feito isso, o seminarista deve ser disposto ao Reitor e Prefeito da Congregação para a Educação Católica (ou a alguém por este enviado) para que seja feito o teste final, para saber se o seminarista é apto ao diaconato.